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AS EMPRESAS DE SUCESSO E SUAS CRIAÇÕES TECNOLÓGICAS

Comenta-se, com frequência, sobre o surgimento de empresas de sucesso, na sociedade do conhecimento em que vivemos, e as mudanças tecnológicas globais que essa nova realidade traz.   A cada dia que passa surgem diversas possibilidades de mercado, em todos os segmentos, alterando de forma efetiva a maneira com a qual vemos o mundo.  O mais interessante (e até assustador) é que passa a ser uma percepção de que tudo está muito acelerado. Observe que nossa mente, nossos processos mentais, também são acelerados…  mesmo aqueles pensamentos desorganizados.   Vivemos uma verdadeira “mudança de era”, e no mundo dos negócios é necessário se dar uma atenção especial a isso.   Para ilustrar essa questão, é oportuno traçar um paralelo com outros dois momentos que a sociedade viveu nos últimos milênios.

Tivemos a era agrícola, na qual a terra era o principal fator de produção, ou seja, era o recurso fundamental da economia, e a mão de obra operacional aplicava seu trabalho de forma direta. Nessa época, a atividade econômica central era a produção e o consumo de alimentos, e não existiam atividades de mercado significativas. Tínhamos uma forma cartesiana de produção, ou seja, o próprio artesão, com a ajuda de um aprendiz, “cortava a árvore, montava um móvel, comercializava e controlava seus recursos”.

Em seguida, na sociedade industrial, a economia de mercado dava o tom, a partir da produção de bens padronizados tangíveis, e se dividia entre produção e consumo. Para isso, o trabalho possuía uma complexa divisão da mão de obra com base em habilidades específicas dentro de um modo de trabalho padrão.  Já passamos a ver organizações se estruturando em níveis hierárquicos.  O capital físico era o recurso fundamental e o “bom trabalhador era aquele que deixava o cérebro em casa”, pois se ele começasse a pensar a produtividade diminuía consideravelmente, ao mesmo tempo em que a competição determinava o mercado.

A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO

Agora vivemos a chamada “sociedade do conhecimento”, em que a forma de tudo se alterou significativamente: temos uma economia global integrada, pautada por uma difusão enorme de conhecimentos e uma aproximação grandiosa entre produtores e consumidores através de meios eletrônicos que se utilizam de sistemas de comunicação do tipo individual ilimitado.  Outra característica significativa desse momento é a existência de organizações de pequeno porte com alto poder de mercado e geradores de imensa gama de tecnologias diferenciadas.  Nesse cenário, é importante observar que se considera um “bom trabalhador aquele que traz seu cérebro para a empresa”, pois se ele tornou um dos recursos fundamentais dessas organizações.

Estatísticas nos mostram que, nessa sociedade, mais da metade das exportações realizadas pelos países desenvolvidos é de produtos intangíveis (produções tecnológicas diversas) e isso tem várias implicações socioeconômicas:   não são necessários aviões, caminhões, navios, etc… para comercializar esses produtos e o conhecimento se transformou no principal fator de crescimento dos negócios.   Enquanto na sociedade agrícola a terra era o principal fator de produção e na sociedade industrial, vigente durante todo o século XX, eram as máquinas, agora o conhecimento é o eixo determinante da criação de riquezas. Vivemos um outro tipo de economia. Isso precisa ser explorado pelas empresas que querem se manter no mercado.

COMPARTILHAR INFORMAÇÕES:  O SAGRADO CAMINHO

Atualmente ainda existem muitas organizações pensando de forma “cartesiana”, outras pautando seu dia a dia em aspectos relacionados à “divisão do trabalho” e uma maioria concentrando suas atenções na questão “competição”.  Todos esses fatores já não cabem no universo da nova sociedade, pois foram caminhos pelos quais a era agrícola e a era industrial se conduziram.    Nesse momento atual, o compartilhamento de informações tanto dentro quanto fora das organizações substitui esses dois caminhos anteriores, tornando-se o fator-chave para a exploração do conhecimento, por ser, justamente, “o sangue que corre nas veias” desse cenário contemporâneo.   Podemos dizer que é o verdadeiro caminho para que haja criação de riquezas no mundo dos negócios; em razão disso, se consolida a partir de um aprendizado contínuo e de um consequente aprimoramento no modo como os trabalhos são realizados dentro das organizações.

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Prof. Mário A. Alves

 

É Economista e Consultor empresarial pela ADM-Soluções em Gestão e Revisão de Custos.  Leciona Empreendedorismo e Análise de Investimento na Faeca/Dom Bosco.

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